
As aéreas azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) anunciaram acordo de cooperação comercial que vai unir as malhas aéreas no Brasil por meio de um compartilhamento de códigoacordo no qual as companhias compartilham um mesmo voo.
As ações decolaram com a notícia. Por volta de 12h30, AZUL4 subia 8,43%, a R$ 10,68, enquanto GOLL4 disparava 15,85%, a R$ 10,68.
Na visão dos analistas Victor Mizusaki, do Bradesco BBIe Wellington Lourenço, da Ágora Investimentoso acordo pode ser um passo em direção a uma possível fusão e aquisição entre as empresas.
Eles ponderam que o acordo parece mais robusto se comparado com o que foi assinado entre a Azul e o Grupo Latam Airlines em agosto de 2020, uma vez que não envolveu os programas de milhagem e foi restrito a 64 rotas domésticas.
Os analistas têm recomendação de compra para a Azul, com preço-alvo em R$ 40. Já para a Gol, a indicação é de vendacom preço-alvo de R$ 1.
“Continuamos a preferir a Azul em relação a Gol, uma vez que os acionistas minoritários da Gol provavelmente sofrerão uma diluição maciça do patrimônio, devido à conversão da dívida em ações”, explicam.
Fusão entre as aéreas?
Illan Arbetman, analista da Ativa Investimentoscompara o codeshare com o início de um namoro. Ou seja, não dá para cravar se mais para frente vai resultar em algo sério, mas demonstra uma parceria mais firme entre as empresas.
Neste sentindo, ele explica que o acordo de codeshare não pode levar a concluir que as empresas vão entrar em um processo de fusão, mas “é o início de um namoro e, como todo namoro, no final pode dar em casamento”.
“A Gol é bem forte no Rio de Janeiro, São Paulo e Basília, a Azul já tem outra característica. Ela é mais forte em rotas reginais, então é um acordo que, para mim, faz sentido”, avalia.
A Ativa tem recomendação neutra para Azul e não tem cobertura da ação da Gol.
Ygor Araújo, analista da Genial Investimentosvê o codeshare como a maneira mais inteligente das companhias tentarem extrair sinergias.
“Elas foram felizes em fazer essa parceria, que é bem comum: duas empresas concorrentes, com pouca sobreposição de rota, abrirem mão de uma possibilidade de disputar o mercado inteiro em prol de uma parceria. Acho que nesse momento é benéfico para as duas companhias”, avalia.
Araújo relembra que, há um tempo, a azul não descartou a possibilidade de fusão com a Gol e afirmou estar sempre olhando as oportunidades do mercado. Neste sentido, o analista vê o codeshare funcionando como uma forma de avaliar se essas sinergias operacionais realmente existem e conseguem gerar economia de escala para ambas.
Araújo avalia que para a Azul, em um primeiro momento, o acordo atual funciona melhor do que uma fusão, pois viabiliza validar a tese antes de entrar no processo de aglutinar as operações.
A Genial tem recomendação manter para AZUL4com preço-alvo de R$ 17. Já para GOLL3a indicação é de vendacom preço-alvo de R$ 1.
Entenda o acordo entre Azul e Gol
Segundo o comunicado enviado ao mercado, a parceria inclui rotas domésticas exclusivas, ou seja, operadas por uma das duas empresas e não a outra. Além disso, o acordo engloba os programas de fidelidadeunindo os benefícios e condições das empresas.
A Gol oferece o programa Sorrisosenquanto a Azul conta com o Azul Fidelidade. Os clientes poderão acumular pontos ou milhas no programa que preferirem ao comprar trechos inclusos no compartilhamento de código.
O serviço poderá ser utilizado a partir do final de junho, quando as ofertas serão disponibilizadas nos canais de vendas de ambas aéreas. Serão mais de 150 destinos domésticos, conforme anunciado.
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“Este acordo de codeshare vai proporcionar aos Clientes acesso a ainda mais opções para viajar pelo nosso país. A Gol já oferece mais de 60 acordos comerciais diferentes com muitas companhias aéreas parceiras globais e estamos ansiosos para expandir esse benefício dentro do Brasil também”, disse Celso Ferrer, CEO da Gol.
Azul e Gol possuem cerca de 1.500 decolagens diárias, segundo os dados do comunicado. Com o acordo, as companhias estimam a criar mais de 2.700 oportunidades de viagens com apenas uma conexão.
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Foi redatora na área de marketing digital por 2 anos e ingressou no Money Times em 2022.
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Foi redatora na área de marketing digital por 2 anos e ingressou no Money Times em 2022.
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