Iniciando o ano com energia renovada, a indústria de fundos imobiliários atingiu uma marca impressionante nos primeiros seis meses de 2024, alcançando R$ 22,4 bilhões em captações. Esse valor representa mais da metade do total angariado durante todo o ano anterior. Entretanto, as perspectivas de juros elevados ameaçam desacelerar o ritmo no segundo semestre.
Os chamados fundos de “papel”, que se concentram em títulos de renda fixa do mercado imobiliário, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), foram os grandes protagonistas neste período, com cerca de 30% do total. Por outro lado, os fundos de shoppings e outros formatos também mostraram resultados expressivos em captação.
Imagem: Internet.
Por que a taxa Selic influencia tanto os fundos imobiliários?
A taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia, desempenha um papel crucial na performance dos fundos imobiliários. Quando os juros estão baixos, as cotas dos fundos geralmente se valorizam. No entanto, um cenário de juros elevados, como o atual, pode pressionar negativamente as cotas devido ao aumento dos rendimentos oferecidos por alternativas de renda fixa menos voláteis como o Tesouro Direto.
Quais tipos de fundos mais captam recursos?
Em 2024, os fundos que concentram suas estratégias em CRIs lideraram com R$ 6,7 bilhões. Os fundos voltados para shoppings, com R$ 5,7 bilhões, mostraram uma forte retomada, impulsionados pelo crescimento do consumo das famílias e aumento de vendas nos estabelecimentos. Os fundos de galpões logísticos, lajes corporativas e de outros tipos também tiveram desempenhos notáveis, contribuindo com porcentagens significativas para o total captado.
Como fica o panorama para o restante do ano?
Os especialistas projetam que, apesar dos desafios, as captações podem continuar acontecendo, conduzidas pelo bom desempenho dos setores mais resilientes e pelas ofertas já planejadas. No entanto, a manutenção da Selic em dois dígitos pode restringir o volume de novas emissões no mercado de fundos imobiliários.
- Fundos de papel: por investirem em títulos de renda fixa, esses fundos tendem a ser menos vulneráveis à volatilidade dos juros, apresentando uma performance mais estável mesmo com a Selic elevada.
- Fundos de tijolo: embora mais expostos às variações da taxa Selic, segmentos como o de shoppings podem ainda se beneficiar de um contexto de aumento gradual do consumo e valorização das cotas, graças ao incremento do salário mínimo e estímulos econômicos do governo.
Finalmente, para aqueles investidores em busca de oportunidades de capital ou renda, os fundos imobiliários continuam sendo uma opção atrativa, especialmente aqueles que consigam navegar de forma eficiente no atual cenário econômico. A escolha adequada do tipo de fundo pode ser determinante para a obtenção de bons resultados a médio e longo prazo.
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